O cortejo da História e o corte-romance
Ao ser investigada a relação entre romance e história, incidindo na história do romance, a contar da época em que se inscreve o projeto de um nome como o de Alexandre Herculano, essencial ao nosso idioma e à retórica do gênero aqui em pauta, interessante é observar como se recai o foco nas questões do contemporâneo e das narrativas conceituais. O eixo da análise recai na figura do bobo – além de outras imagens/personae do universo romanesco.
Em um artigo sobre o texto de Herculano, num paralelo com o conto “Hop-Frog”, de Edgar Poe, a poeta e ensaísta Ana Cristina César destaca a relação travada “com o poder instituído” (César, 1993: 77) pelos protagonistas dos dois autores. Exatamente, tal dimensão de instituição do poder captado pela construção romanesca deve ser posta em relevo. Especialmente, quando se observam disposições marcadas por um tônus de imprecisão e pelo jogo com a multiplicidade das figuras da realeza e das representações da História (entendidas por Ana C. César como proliferação de simulacros). É o que favorece a figura do bobo da corte, influente na condução da narrativa e nas modulações enunciativas dos narradores.
Ana C. – como é conhecida em sua assinatura poética – deixa patente, nesse ensaio literário de base comparativista, o caráter narracional de uma “insistência na indeterminação” (idem).
Por um lado, a construção alegórica predomina na escrita de Poe. Em outra via, O bobo se mune das configurações epocais, capazes de produzir um quadro historicamente reportável a implicações de um momento político decisivo em Portugal quando (século XII) da batalha de São Mamede, confrontação relacionada à tentativa de usurpação do trono de D. Afonso Henriques por parte de D. Teresa, sua mãe, e do conde de Trava (um embate a envolver domínios portugueses e espanhóis).
Entretanto, nas duas narrativas, escritas ambas nos anos 1840, as presenças do bobo como operante da verossimilhança, nos limites do representável acerca das ficções do poder, incorrem nos processos em que são definidos campos simbólicos e imagens de dominação extensivos aos procedimentos da escrita em relação à História. Realçados ficam no trabalho ficcional a constituição dos poderes e os inseparáveis planos de linguagem em que intrincadas conexões de mando e soberania são apreendidas como imagem dominante em uma época.
Lacoue-Labarthe, em Poétique de l’histoire, deixa vivos os dados da mimèsis e da katharsis, ao apreender a dinâmica ineludível do dar forma e do expor à cena na formulação dos atos enunciativos que envolvem os discursos da História. Principalmente, quando uma poética (problematizada de Rousseau a Derrida, de Nietzsche a Brecht) centrada na recriação de eventos parte de ocorrências timbradas por um infindável intrincamento representacional. Não ao acaso, Derrida observa um “cerramento da representação” nos âmbitos em que se desenrolam as cenas, as teatralizações, na tentativa de separar, os domínios de quem vê e daquele de quem é visto (Lacoue Labarthe, 2002: 84).
Embora compareça como procedimento norteador da escrita a organização factual dos acontecimentos arrolados, tendo-se em pauta a “carga retrospectiva” (Nemésio, 1972: IX) do momento – (1128), não por acaso o ano figura à guisa de subtítulo da obra – relatado em O bobo, como bem pontua Vitorino Nemésio
o romance histórico de Herculano é, como os dos seus mestres europeus, rebento do “romance negro”, o qual vive muito mais da atmosfera “abolida” e fantástica do que da precisão psicológica. O Bobo extrai de um quadro cronológico documentável uma situação romanesca intensiva, um tom sublimado e insinuante, uma série de lances desesperados. A sua íntima coerência há-de ser pedida apenas a uma exaltação alegórica de posições e sentimentos que a normalidade humana em sua rotina desconhece. (Ibid.: 14)
Nota-se desde o surgimento do personagem-título, no segundo capítulo intitulado com seu nome, “Dom Bibas”, a oscilação declarada a respeito de verossimilhança, de verismo. Quando se abre a perspectiva de contar sob a passagem dos “urgentes motivos” (Herculano, 1972: 18) o poder de imantação que “um único homem produzia” (idem). Aquele – uma figura irrompida à margem, mais e mais centralizada entre o cenário celebratório da vida palaciana e a atuação mais plena (ao ponto da combatividade) – capaz de infundir a dimensão de “Cousa incrível, por certo, mas verdadeira como a própria verdade. Palavra de romancista!” (idem).
No interior do propósito historiográfico contido no livro, um ponto expositivo dos processos do relato intervém na condução do projeto romanesco. Eis o que se integra gradativamente à feitura e à leitura da obra, por força de um entramado discursivo inerente à dinâmica do arrolamento, da passagem de eventos, da sucessão dos personagens, de um cortejo, em suma, do que envolve as imagens de soberania do relato histórico ou da soberania das imagens da História. Não ao acaso, o toque alegórico sublinhado por Nemésio, por sua vez percebido por Ana Cristina César ao cotejar Herculano e Poe, torna mais avivados os elementos constitutivos não apenas do tratamento literário imprescindível à abordagem da História. Mas faz frisar simultaneamente tanto os intrincamentos quanto os desdobramentos dos discursos e planos de realidade envolvidos no transcurso de dados e fatos tornados ocorrências históricas.
Capa da revista portuguesa Colóquio Letras (1977) onde originalmente foi publicado o ensaio de Ana Cristina César aqui analisado
Enfatizada fica a recepção da ideia de história, ao mesmo tempo em que toma proeminência o sentido de cena na construção de O Bobo. Evidencia-se o traço do raconto – a partir de toda uma conformação retórica no destrinchamento e na apresentação dos episódios, com o surgimento marcadamente presencial dos personagens integrantes da ação no tempo e nos espaços definidores da narrativa enquanto documento histórico. Relatar em acepção multivetorial. É este trâmite que ganha o primeiro plano. Não à toa, O Bobo avulta como mediador modulável, maleável, ante a circulação das atitudes, funções, palavras-de-ordem, ditames e modos de ser/atuar em dado momento. Forma-se, assim, o polo gravitador em torno da Batalha de S. Mamede. Quanto mais se enunciam os modos de entendimento do que constitui a dimensão de evento em meio às determinações da datação, no desenho sedimentado das incrustações históricas.
Curiosamente, a voltagem compósita de contextualidade e ludismo, da mimese conjunta à catarse, na compreensão de Lacoue-Labarthe, possibilita a poética do narrativo, segundo Alexandre Herculano. Pois se mostra inseparável do empenho historiográfico. O que se dá por obra do alcance de um ponto radial em que a potência de recriação/releitura do que fez data, do que se tornou dado do decurso do tempo, ativa-se enquanto explícito processo de recepção, com uma força de interferência dotada do poder de reelaborar a ideia/imagem do transcorrido. No mesmo movimento em que se insere o dimensionamento pretérito como fator decisivo na concepção do presente. Revelam-se atuantes os eixos de temporalidade decorridos sempre em um agora tomado de superposições e reinscrições incisivas.
A camada fabulatória transposta para o agente nuclear que é O Bobo acaba por indicar, na prospecção romanesca da obra em pauta, uma acepção de genealogia – numa vertente em que se encadeiam a noção de história de Nietzsche, revista e refigurada por Foucault, e a arquivística proposta por Agamben, em Signatura Rerum. Os materiais constantes da pesquisa histórica não se apartam de uma dinâmica em que se desfazem os emblemas e as molduras da monumentalidade, relativos à restituição reverenciadora dos “grandes cumes do devir” (Foucault, 1979: 34), contrariamente à manutenção da aura de perpetuidade, em nome de uma “essência íntima” (como pudesse haver a condição de se reportar a uma verdade substancial dos acontecimentos, por ordem de um critério monovalente, fundamental).
Em um direcionamento guiado pela dissociação sistemática da identidade (como se lê em “Nietzsche, a genealogia, a história”, de Foucault), é que o veio genealógico, legado desde a modernidade em incessante reformulação, definidora inclusive da noção de contemporâneo (debate caro a Agamben), acaba por imprimir o traço agonístico de uma desmontagem de máscaras, representações, como saber inerente à experiência da historicidade. Ao recepcionar a gênese da temporalidade humana como libertação do modelo “metafísico e antropológico da memória” (Ibid.: 33), o filósofo fomenta a produção de uma contramemória e do desdobrar de “uma outra forma do tempo” como empreendimentos da historiografia. Frisa, inclusive, em tal atividade de deslindamento e ativação atualizadora de processos/procedimentos epocais, a necessidade de uma compreensão do intuito paródico embutido nas visões consolidadas sobre um patrimônio memorializado, monumentalizado, enquanto patamar homogêneo, unificado, estabelecido. Não à toa, é estampada a contrafacção no senso unilinear, retilíneo, do conhecimento do tempo: “A genealogia é a história como um carnaval organizado”. (Ibid.: 34)
Potenciado se torna o sentido de desfile, decurso, cortejo, quando se revê a história em um ponto de emergência, radiador sempre de outras conexões e prospecções, compreendido como plano móvel. Porque se dá de modo insidiosamente interferente em muitas ordens de tempo. Por conta de seus muitos discursos (e decursos) entre materiais diversos, documentos heterodoxos, versões dispostas aos contrastes mais vivificados. Um fluxo voltado para variáveis em torno das noções de tempo, verdade e realidade, aponta seu andamento
contra a felicidade ignorante, contra as ilusões vigorosas através das quais a humanidade se protege, opiniões preconcebidas com relação a tudo aquilo que há de perigoso na pesquisa e de inquietante na descoberta. (Ibid.: 35)
No cerne da ação destinada ao lugar de persona da Corte, ao Bobo se reserva um adendo de alegoria, uma dobradura adjacente ao próprio posicionamento dos lugares e das funções da História. Justo, no que envolve minudência no trato dos materiais do tempo e de seu irrefutável trabalho tradutório. Porque entendido como trovador, ao mesmo tempo exercendo-se como agente das intrigas palacianas, galgando posto de pelejador e mantenedor da palavra sobre o que há de processual e eminentemente relacional os postos de soberania mantidos no círculo da corte, O Bobo, de A. Herculano, desponta como elemento radial do que se entende como imagem do tempo. Mostra-se em grande sintonia com a compreensão das forças e formações do que há de contemporâneo, no ver de Giorgio Agamben, em todas as facetas de temporalidade. Quando se consideram as imagens de ajuste a uma ordem imperante e seus movimentos de emergência, postos à sombra, numa dobra de oclusão e implicação dadas de modo misto. O contemporâneo se apresenta enquanto motor das ligações extemporâneas do próprio presente em curso, uma vez que se dá encadeado com as pontas de outros tempos imanentes ao fazer plurívoco, multitópico, da passagem de muitas épocas implicadas num só entrecho/evento.
Na caracterização do personagem emergem as variações do complexo arsenal de atitudes que lhe cabem na corte e no cortejo de suas funções. Como se pusesse a girar de forma polifacetada o mobilizável sentido das forças em um determinado campo, das figuras em jogo por obra das tensões e passagens de um dado tempo.
E por cima daquele estrépito de palmas, de gritos, de rugidos de indignação, de gargalhadas, que gelavam frequentemente nos lábios dos que as iam soltar, ouvia-se uma voz esganiçada que bradava e ria, um tinir argentino de guizos, um som baço de adufe; viam-se-lhe brilhar dois olhos reluzentes e desvairados num rosto disforme, onde se pintava o escárnio, o desprezo, a cólera, o desfaçamento, confundidos e indistintos. Era o bobo que nesse momento imperava despótico, tirânico, inexorável, convertendo por horas a frágil palheta em cetro de ferro... (Herculano, 1972: 24)
Importante se revela, nesse sentido, a focagem de Ana Cristina César, ao trazer para a recepção contemporânea de romance e história a narrativa de Herculano.
Ao realçar os pontos de oscilação e indeterminância na apropriação de um evento histórico, o texto da crítica e poeta brasileira deixa evidenciado o que entende como “rachadura no relato” (César, 1993: 87). Um dos pontos que faz romper o “projeto ideológico tão alardeado pelo narrador” (Ibid.: 86), voltado para a defesa da nacionalidade portuguesa quando das confrontações territoriais e culturais decorridas na batalha de S. Mamede, diz respeito à “caracterização pouco católica do bobo” (Ibid.: 87). Algo capaz de corroer por dentro a inteireza de um propósito unitário, salvaguardador de identidade e nacionalidade, uma vez que o porta-voz da obra enquanto monumento (sob regimento da verdade) traz em si uma fissura central.
A caracterização de D. Bibas se constrói dentro de uma contradição: elemento fundamental na instauração da pátria, que assim dilataria a fé e o império por todo mundo, o bobo é descrito como um inimigo da fé (...) As próprias descrições físicas e emocionais do bobo, e ainda o seu vínculo com o diabo, dão-lhe estatura de personagem pouco adequada ideologicamente para a sua nobre função: é uma personagem-desvio (e não uma personagem-padrão) que ajuda a corrigir um desvio na sucessão do poder. (Idem)
“Era o bobo que nesse momento imperava despótico, tirânico, inexorável, convertendo por horas a frágil palheta em cetro de ferro...” – É preciso que se frise tal mobilidade, munida da ambivalência entre a “frágil palheta” e o “cetro de ferro”, marcando-lhe o caráter de coringa, de um passe partout da vida social, como bem concebeu Willi Bolle, em seu estudo sobre Walter Benjamin (V. Referências Bibliográficas). Por outro lado, “o narrador explicita ironicamente “o próprio fato de que realizou uma seleção em tais condições” (Idem).
Em tal impasse, no trâmite e na recepção dos “papeis da História”, em sua diversidade material e na extração de seus componentes personificados em emissores discursivos, em um amplo espectro de variantes, é que o romance histórico ganha senso sequencial, interferente para além das estratégias epocais de discursividade, através do cruzamento das conflitivas versões do que transcorre. Quanto mais afirma o caráter de um cortejo: no que abrange sucessão e, a um só tempo, o traço de desfile (um decurso passível de embate, confrontamento de variáveis no bojo do andamento alegórico de um dispositivo de encenação, de bal masqué).
Amplificados se mostram a perspectiva e o panorama da historicidade – algo não adstrito à conformação de um dado “corte histórico” –, em descarte do foco único. Deixa, então, de se mover pela sustentação autotélica de um construto narracional embasado tão somente na fidedignidade de uma “tomada” totalizadora da História, uma vez que se lida com a abrangência de recursos e repertórios.
Por força da motivação interna de embate e endereçamento, simultaneamente relacionados, o dinamismo da história mais se aclara. Pois se revela inseparável do jogo e do júbilo contidos no poder mais pleno de fabular com o transcorrido. De modo coetâneo, se imprime o trânsito de sua ocorrência, em dessincronia com o substrato de uma palavra fundante (em algum princípio ou num termo final). Uma vez que o Bobo se encontra encarnado no eixo mais físico – feito um fulcro, um ponto radial –, no centro da batalha das versões/variações do que pode empreender a literatura na história e a história enquanto relato, escrito, documento. Por essa razão, galga uma estatura de cortejo a trilha prismática trazida pelo bobo-da-corte, sob o influxo das presenças e encenações entretecidas em sua órbita historial, composta que é pela concentração de atos e atributos dados numa decorrência, timbrados enquanto decurso de imagens/ideias/personificações captadas em sua combinação variada, tão incessante quanto intempestiva.
Stupidity (2002), de Avital Ronell
Não ao acaso, a presença-matriz do Idiota como eixo das formulações de Deleuze e Guattari acerca dos personagens conceituais, quando se destacam os elos existentes entre filosofia e literatura num intercâmbio constante do pensamento e das artes, toma especial vulto. E fornece base para importantes leituras do trabalho narrativo e seu escopo mais ampliado de relações conceptivas (numa compreensão de abertura de vértices teóricos os mais diferentes) na contemporaneidade. Dimensão assinalável de Dostoievski e Flaubert, no período moderno, passando-se por Faulkner e Clarice Lispector desde os 1900 até a segunda metade do século XX (tendo continuidade, no atual milênio, nas obras do argentino César Aira e do português Valério Romão), a idiotia como signo do não-saber constitutivo dos processos de existência e historicidade, processo escritural e empenho testemunhal, factualidade e fabulação, abrange a concepção de personae e figuralidade, ao relacionar literatura e texto histórico num vínculo estreito, indissociavelmente implicado.
Propício se mostra um estudo a ser realizado à volta do circuito composto por literatura e filosofia – considerada esta enquanto esfera de saber pontenciadora de repertórios cognitivos a serem ampliados em outras áreas de conhecimento nas Humanidades e em outros domínios gnosiológicos. A leitura de O bobo comparece como um índice mobilizador de possibilidades crítico-teóricas, ao compasso de uma pesquisa a se realizar em torno das matrizes do romance, tendo em pauta o narrativo em tempo presente, imprimindo-se um diálogo com diferentes âmbitos de arte e linguagem. (A exemplo do que se lê na proposta exponencial concebida por Avital Ronell em seu livro Stupidity).
Em tais vertentes investigativas, é que o dimensionamento de uma historiografia configurada em veios comparativistas pode viabilizar uma reflexão sobre a atualidade do gênero romanesco. Algo a se processar em um amplo mapeamento de tendências e proposições criativas, influentes na literatura hoje.
Porque se enuncia, nas margens de um saber constituído, a especulação aberta pela escrita a partir do motivo-história. Assim como o testemunho de uma época se faz mais impressivo quanto mais recepciona o cortejo de imagens/palavras legadas, dispostas em um corte amplificado: a respeito do que sucede e emerge na dinâmica documental formadora do fato e fábula imanentes, intercambiantes, aos eventos decorridos em sua infindável voltagem espácio-temporal –
Acerca do que (se) passa a contar do que se passou.
O bobo não está imobilizado numa quadratura representativa, mas dissemina a maldade da escrita, o afrontamento do desejo, na oscilação de uma figura personificada e a miríade de personae advindas de seu ato em plena exibição aos olhos de muitos (simultaneamente, uma corte e um cortejo desmedido de gestos, desdobrados movimentos),
Um corte – “...a frágil palheta em cetro de ferro” – promovido pela personagem reservada a uma função (a do Bobo, tornada cerne da existência de um-qualquer, como diria o filósofo de A comunidade que vem, em sua extensiva sucessão de tempos, indissociável de um essencial não-saber).
Para além de si, ao expor seu jogo de corpo inteiro entre a contingência de um contexto, de uma personificação, e a geração de signos indispostos ante uma mera encenação, como bem expõe Ana C em um poema:
Por afrontamento do desejo
insisto na maldade de escrever
mas não sei se a deusa sobe à superfície
ou apenas me castiga com seus uivos.
Da amurada deste barco
quero tanto os seios da sereia.
Referências bibliográficas
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__________. Signatura Rerum – Sobre el método. Trad. Flavia Costa e Mercedes Ruvituso. Buenos Aires: Adriana Hidalgo, 2008.
BOLLE, Willi. Fisiognomia da metrópole moderna: representação da história em Walter Benjamin. São Paulo: Brasiliense, 1994.
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DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? Trad. Bento Prado Jr e Alberto Alonso Muñoz. São Paulo: 34, 1992.
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HERCULANO, Alexandre. O bobo. Lisboa: Bertrand, 1972.
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